A morte de uma pesquisadora em um instituto de pesquisa na Rússia acendeu um alerta para um possível surto de peste pulmonar. O incidente, ocorrido no final de setembro na cidade de Shelekhov, próximo a Irkutsk, na Sibéria, resultou na colocação de 197 pessoas sob acompanhamento médico.
A vítima foi uma pesquisadora de 28 anos, identificada pela imprensa russa como Daria Sh., que trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk. Como medida de precaução, todos os seus contatos próximos, incluindo colegas e familiares, foram isolados para monitoramento e testagem.
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A agência de saúde russa, Rospotrebnadzor, comunicou oficialmente que a causa da morte foi "pneumonia de etiologia não determinada", afirmando que as análises não revelaram microrganismos ligados à atividade profissional da pesquisadora. No entanto, versões não oficiais divulgadas na imprensa local sugerem que a vítima poderia ter se infectado após quebrar acidentalmente uma proveta contendo a bactéria Yersinia pestis, hipótese negada pelas autoridades.
O instituto em Irkutsk é uma instalação especializada no estudo de patógenos perigosos, incluindo a bactéria causadora da peste. Apesar da versão oficial, o protocolo de vigilância foi mantido devido à natureza do material manipulado no laboratório e ao alto risco de contágio da doença.
O que é a peste pulmonar?
A peste pulmonar é a forma mais grave e rara da doença. Diferentemente da peste bubônica, que é transmitida pela picada de pulgas infectadas, a pulmonar pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias expelidas pela tosse ou espirro de um indivíduo doente.
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Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça e fraqueza, que evoluem rapidamente para uma pneumonia grave, com falta de ar, dor no peito e tosse com sangue. Sem tratamento imediato com antibióticos, a doença pode ser fatal em um período de 24 a 72 horas.
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Historicamente, a peste foi responsável por pandemias devastadoras, como a Peste Negra na Idade Média. Hoje, embora seja rara, a doença ainda ocorre em algumas partes do mundo e seu potencial de contágio rápido exige vigilância constante das autoridades de saúde.
