Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, Estados Unidos, sobreviveu a duas injeções letais e segue viva. Seus advogados informaram que ela está sob tratamento para estabilização e seu estado de saúde é crítico.
Randy Spivey, um dos advogados de Pike, afirmou ter contado ao menos sete agulhas inseridas no braço esquerdo dela durante a tentativa de execução. Em entrevista coletiva, ele disse que uma das agulhas parecia torta ao ser retirada.
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A defesa relatou que a mulher recebeu duas doses do medicamento pentobarbital, usado na injeção letal. Segundo eles, o procedimento foi marcado por erros e falhas de comunicação entre os funcionários responsáveis. "O governador deveria comutar a pena de Christa agora", declarou o advogado.
Tennessee suspende execuções
Após a falha, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente sobre o incidente. Ele também suspendeu as execuções no estado até o fim do ano, onde havia apenas mais uma pena de morte planejada.
Christa Pike, de 50 anos, seria executada pelo assassinato que cometeu aos 18 anos. A execução faria dela a primeira mulher a receber a pena de morte no Tennessee em mais de 200 anos.
Pike e seu namorado foram condenados pelo esfaqueamento e espancamento que matou Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. O caso ganhou repercussão por elementos como um pentagrama gravado no corpo da vítima, o que alimentou temores sobre seitas durante o "pânico satânico" das décadas de 1980 e 1990.
Um tribunal de apelações chegou a suspender a injeção letal uma hora antes do previsto, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a suspensão horas depois.
Caso único
Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, afirmou que o ocorrido com Pike é "algo único e sem paralelo".
Ela explicou que outras sete pessoas sobreviveram por problemas médicos decorrentes da incapacidade das equipes de acessar uma veia. No entanto, ninguém havia permanecido vivo após receber as drogas usadas nas execuções.
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Após a falha no procedimento, os advogados de Pike afirmaram: “Não sentimos satisfação em estar certos, mas as preocupações levantadas pela senhora Pike se mostraram verdadeiras: acesso venoso difícil, veias rompidas, pentobarbital degradado, ausência de atendimento médico de emergência quando as coisas inevitavelmente dão errado, tudo isso sob um protocolo que continua envolto em sigilo.”
