O primeiro-ministro do Canadá revelou ter estudado a possibilidade de uma ação militar liderada pelos Estados Unidos no país. Em entrevista ao jornal "The New York Times", ele classificou o cenário como um "risco extremo", embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre a preparação.
Segundo o especialista em segurança e militar Christian Lyre, a declaração está alinhada a um mandato mais amplo concedido às Forças Armadas Canadenses. A diretriz é que as forças estejam preparadas não apenas para operações de contribuição, mas para uma guerra de manobras em larga escala.
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O governo já intensificou seu compromisso com a defesa continental, com investimentos direcionados ao Ártico. A nova orientação foca na defesa nacional contra qualquer tipo de calamidade, seja ela de origem nacional, continental ou internacional, e abrange ameaças cinéticas, cognitivas e híbridas.
Entendendo o risco
O termo "risco extremo" se refere a um planejamento para eventualidades improváveis. Organizações militares, como as Forças Armadas do Canadá, possuem equipes que se preparam para múltiplos cenários, evitando a necessidade de improvisar diante de uma crise.
Esse planejamento para a defesa do país pode incluir respostas a diversas situações, como:
infraestrutura comprometida por adversários;
ataques de mísseis hipersônicos;
outras eventualidades que possam surgir no continente.
A preparação reflete a percepção de um mundo volátil e o reconhecimento de que as forças canadenses estiveram, por 25 anos, subfinanciadas, com falta de pessoal e de recursos para lidar com a gama de desafios atuais.
Desafios e novo foco
O risco de um confronto militar com os Estados Unidos, que possuem as forças armadas mais poderosas do mundo, é considerado marginal. O problema maior para o Canadá é a falta de recursos e pessoal para enfrentar uma série de outras possíveis eventualidades.
Por isso, o governo forneceu um novo mandato para que as Forças Armadas se reposicionem até 2030. A meta é ampliar o foco para além da antiga diretriz, que se concentrava em operações de contribuição e apoio a aliados.
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Alinhar essa mudança a uma estratégia de defesa, a um plano de investimentos e a um orçamento será o principal desafio. A prudência de qualquer governo exige que suas instituições de segurança estejam preparadas para qualquer cenário, pois a principal função do Estado é garantir a segurança de seus cidadãos e do país.
