O Banco Central do Brasil revisou para baixo sua previsão de crescimento econômico para 2026 em relatório divulgado nesta quinta-feira (24), dez dias antes das eleições presidenciais.
A instituição estima um crescimento do PIB de 1,8%, em comparação com os 2% projetados em seu relatório de política monetária anterior, divulgado em junho.
Em 2025, o país registrou crescimento de 2,3%.
A revisão para 2026 deve-se, entre outros fatores, à desaceleração do crescimento durante o segundo trimestre (0,5% ante 1,1% no trimestre anterior), principalmente ligada a uma queda no consumo das famílias, indicou o relatório.
Para 2027, o Banco Central prevê que a moderação do crescimento continuará, estimando um crescimento de 1,4%.
No próximo ano, a economia brasileira poderá ser afetada pelo fenômeno climático El Niño, que teme-se ser o mais intenso já registrado.
Nesse sentido, o relatório prevê um "crescimento limitado" no setor agrícola, um dos motores da economia brasileira, alertando que o El Niño poderá afetar a produtividade de importantes cultivos.
Desse modo, o Banco Central projeta um crescimento de 0,5% para esse setor em 2027, em comparação com a previsão de 2,8% para o ano corrente.
O Brasil é uma potência agrícola e o maior exportador mundial de carne e de soja.
Essas projeções foram divulgadas enquanto os brasileiros se preparam para ir às urnas em 4 de outubro para o primeiro turno de uma eleição presidencial que promete ser acirrada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um quarto mandato não consecutivo, está praticamente empatado nas pesquisas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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