O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (24) que vai "estudar" o convite do presidente Donald Trump a seu homólogo russo, Vladimir Putin, para participar da reunião de cúpula do G20 prevista para dezembro em Miami.

O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, disse que atribui "grande importância" ao convite, divulgado na quarta-feira pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.

"Vamos estudar e depois tomaremos uma decisão", disse em sua entrevista coletiva de imprensa diária.

O convite foi revelado por Rubio, pouco depois de uma reunião com seu homólogo russo Sergei Lavrov, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.

A reunião de cúpula do G20 acontecerá em Miami, Flórida, em 14 e 15 de dezembro.

Neste ano, os Estados Unidos ocupam a presidência rotativa do fórum de cooperação econômica entre as principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo.

Entre seus membros estão França, Alemanha e Reino Unido, três países aliados da Ucrânia no conflito iniciado pela Rússia há mais de quatro anos e meio.

No Conselho de Segurança da ONU, Lavrov afirmou na quarta-feira que a Rússia não faria nenhuma "pausa" na guerra.

Washington busca um acordo para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia e afirma trabalhar com as duas partes.

"Para resolver os problemas, é preciso se reunir com as pessoas com quem você não concorda ou com as pessoas com quem pode ter algum desacordo, por isso convidamos o presidente Putin para o G20", disse Rubio à imprensa em Nova York.

"Acreditamos que esta será uma oportunidade para ele dialogar não apenas com o presidente, mas também com outros líderes mundiais. Esperamos que ele aceite o convite", disse Rubio.

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