O Conselho de Paz do presidente americano, Donald Trump, propôs, nesta quarta-feira (23), um plano de recuperação de 2,45 bilhões de dólares (R$ 12,5 bilhões) para Gaza no período de seis meses, durante uma reunião de seus membros e partes interessadas.
O anúncio ocorre depois de meses em que os diálogos do plano de paz estiveram em ponto morto, o que impediu o início da reconstrução.
Nickolay Mladenov, alto representante do Conselho da Paz para Gaza, pediu apoio para o plano de recuperação. Também admitiu dificuldades nas conversas com Israel a meses das eleições no país.
Por ocasião da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, líderes como os presidentes francês, Emmanuel Macron, e turco, Recep Tayyip Erdogan, condenaram a catastrófica situação humanitária em Gaza e pediram o fim do conflito com Israel.
Segundo estimativas da ONU, do Banco Mundial e da União Europeia, a reconstrução de Gaza demandaria cerca de 70 bilhões de dólares (R$ 359,8 bilhões) no prazo de dez anos.
"Dada a complexidade do que enfrentamos, acredito que, lenta, mas firmemente, estamos avançando", disse Mladenov.
Os enviados de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, estiveram na reunião desta quarta-feira.
A proposta da junta inclui 66 projetos, que vão de moradia temporária ao recolhimento de escombros e recuperação de infraestrutura, como o transporte público.
O plano também contempla a desmilitarização de Gaza, o que exigiria a entrega das armas pelo Hamas e uma retirada militar na frente israelense.
Militantes do Hamas lançaram um ataque mortal em Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou uma resposta maciça. Desde então, o território palestino foi devastado por ataques aéreos israelenses.
Dados da ONU em outubro de 2025 mostram que os ataques israelenses destruíram ou danificaram 84% de todas as estruturas em Gaza.
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