O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou, nesta quarta-feira (23), uma reunião extraordinária dos ministros das Relações Exteriores da região sobre a Nicarágua, prevista para 2 de outubro.
A "reunião de consulta", um instrumento pouco comum na organização, servirá para examinar "as ações apropriadas" contra a Nicarágua, segundo a resolução aprovada por consenso.
O país centro-americano é governado com mão de ferro pelo ex-guerrilheiro de esquerda Daniel Ortega e sua esposa Rosario Murillo. O forte controle sobre a sociedade aumentou após os protestos de 2018, que deixaram cerca de 300 mortos, segundo a ONU.
Devido à repressão desencadeada após as mobilizações, a oposição é praticamente nula no país, onde acaba de ser aprovada uma reforma que proíbe a participação eleitoral de partidos contrários ao governo.
A última reunião de chanceleres da OEA (com 34 países-membros ativos) ocorreu em 2019, para examinar a situação na Venezuela.
A Nicarágua deixou a organização em novembro de 2023, devido à pressão diplomática dos Estados-membros.
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