O grupo chinês Alibaba revelou nesta quarta-feira (23) um plano para expandir seus data centers no exterior, com o objetivo de alcançar mercados em toda a Europa e no Oriente Médio. 

Alibaba, com sede em Hangzhou, é uma das líderes do comércio eletrônico e da indústria de inteligência artificial da China. Seu modelo Qwen está entre os mais baixados do mundo.

A empresa informou que "estabelecerá suas primeiras zonas de nuvem" na Turquia, Finlândia e Países Baixos, ao mesmo tempo que "ampliará sua presença de data centers na Malásia, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, França e Hong Kong" ao longo dos próximos 12 meses.

O anúncio aconteceu antes da aguardada reunião entre o presidente chinês, Xi Jinping, e seu homólogo americano, Donald Trump, em Washington, onde os dois líderes devem abordar as tensões comerciais, entre outros temas.

As duas potências estão envolvidas em uma rivalidade tecnológica que se concentra cada vez mais em indústrias de ponta, como semicondutores, IA e robótica.

O CEO da Alibaba, Eddie Wu, anunciou na terça-feira que a empresa planeja treinar um sistema de IA com entre cinco e dez trilhões de parâmetros, o que o tornaria várias vezes mais potente que o modelo chinês mais avançado atualmente.

O grupo Alibaba tem como meta atingir mais de 20 gigawatts de capacidade global em data centers até 2032, disse Wu durante a conferência anual mais importante da empresa em Hangzhou. No evento, ele também apresentou um novo chip de IA, o Zhenwu V900, sobre o qual afirmou que oferecerá o triplo de desempenho em relação ao seu antecessor.

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