A guerra na Ucrânia ultrapassou a marca de quatro anos em fevereiro e, em setembro de 2026, continua sem uma solução à vista. O conflito marca um longo período de combates intensos e uma crise humanitária sem precedentes na Europa moderna.
A ofensiva em larga escala começou na madrugada de 24 de fevereiro de 2022, quando o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma “operação militar especial”. O avanço inicial sobre a capital, Kiev, foi repelido, e a guerra se concentrou principalmente nas regiões leste e sul do território ucraniano.
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Quando a guerra na Ucrânia começou?
A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia ocorreu em fevereiro de 2022. No entanto, as tensões entre os dois países escalaram drasticamente em 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia e o apoio a grupos separatistas em Donetsk e Luhansk.
Quais os motivos da invasão russa à Ucrânia?
O governo russo apresentou diversas justificativas para a invasão de 2022, amplamente contestadas pela Ucrânia e por nações ocidentais. Os principais argumentos utilizados foram:
A expansão da Otan pelo Leste Europeu.
A possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar.
A contestação ao direito da Ucrânia à soberania independente da Rússia.
O desejo de Vladimir Putin de restabelecer a zona de influência da União Soviética.
A Rússia afirma que busca impedir o que considera um cerco de suas fronteiras pela Otan, aliança militar que se expandiu pelo Leste Europeu e hoje reúne 14 países que fizeram parte do antigo bloco comunista.
O presidente russo, Vladimir Putin, também acusa o governo ucraniano de cometer genocídio contra a população de origem étnica russa nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk. Essa acusação, porém, não foi acompanhada por provas. Segundo Putin, a invasão teria como objetivos “desmilitarizar” e “desnazificar” a Ucrânia, argumentos que também foram associados à possibilidade de uma mudança no governo do país.
A Ucrânia e outros observadores, por outro lado, interpretam a guerra como uma tentativa da Rússia de recuperar uma zona de influência sobre territórios que fizeram parte da antiga União Soviética. Nessa perspectiva, a invasão representa uma violação da soberania ucraniana e do direito do país de definir seu próprio futuro e suas alianças.
Como está a situação da guerra na Ucrânia hoje?
Atualmente, o conflito se caracteriza como uma guerra de atrito, com batalhas travadas principalmente em linhas de frente estáticas. As forças ucranianas, apoiadas por armamentos e recursos financeiros do Ocidente, resistem à ofensiva russa, que controla porções significativas do leste e do sul do país.
Em 2025, os ataques russos contra civis se intensificaram, resultando em um aumento de 31% nas baixas civis em comparação com 2024, segundo organizações de direitos humanos.
Negociações de paz foram iniciadas ainda em 2025 pelo governo dos Estados Unidos, mas seguem sem avanços concretos. A Ucrânia exige a retirada completa das tropas russas de todo o seu território, incluindo a Crimeia, como condição para qualquer acordo. A Rússia, por sua vez, insiste no reconhecimento de suas anexações territoriais.
Quais as principais consequências da guerra?
O impacto da guerra é sentido em escala global, com desdobramentos humanitários, econômicos e geopolíticos profundos. Entre as principais consequências, destacam-se:
Crise humanitária: o conflito gerou a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com milhões de ucranianos deslocados internamente ou buscando abrigo em outros países.
Impacto econômico: a guerra afetou as cadeias de suprimentos globais, especialmente de energia e grãos, causando aumento da inflação e insegurança alimentar em várias partes do mundo.
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Fortalecimento da Otan: a invasão levou países historicamente neutros, como Finlândia e Suécia, a aderirem à aliança militar.
