O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou, neste domingo (noite de sábado, 19, em Brasília), que busca o apoio das grandes empresas de tecnologia para as leis de proteção de crianças na internet e para regulamentar a inteligência artificial (IA).
Em visita à Califórnia, Albanese se reuniu neste sábado com o ex-diretor da Apple, Tim Cook. Após o encontro na sede da empresa americana, o premiê australiano afirmou que seu país "não pode fazer isso sozinho", em referência à proteção das crianças contra as ameaças na internet.
"Falamos sobre o que estamos fazendo para proteger as crianças dos perigos na internet (...) Estamos aplicando regras mais rígidas para manter os australianos em segurança", explicou Albanese nas redes sociais.
"Agora, as grandes empresas de tecnologia como a Apple estão nos apoiando", acrescentou. Cook disse no X que compartilhou com Albanese novos "controles robustos e intuitivos para ajudar a manter as crianças seguras na internet".
No ano passado, a Austrália aprovou leis para impedir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, uma iniciativa pioneira para proteger as crianças do bullying cibernético e dos "algoritmos predatórios".
Novos projetos de lei apresentados este mês impõem a plataformas como Facebook, TikTok e Instagram o dever de proteger usuários jovens de conteúdo prejudicial e permitem que os usuários se desconectem dos algoritmos, caso desejem.
Albanese também aproveitou sua visita aos Estados Unidos para insistir em regulamentações mais rígidas sobre a IA, após as sombrias previsões de líderes do setor.
Ele adiantou que a Austrália apresentará ainda este ano novas normas para a IA.
"O risco é que a IA se desenvolva de forma que os humanos deixem de ter controle sobre o que a IA produz", declarou Albanese à emissora ABC.
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