A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta sexta-feira (18) que conversou por telefone com seu homólogo Donald Trump sobre as negociações para que os Estados Unidos reduzam as tarifas sobre determinados produtos mexicanos.

Os dois países, junto com o Canadá, integram o tratado de livre comércio T-MEC, que está abalado na prática em meio à guerra comercial travada por Washington e Ottawa.

O T-MEC isenta de tarifas a maioria dos produtos exportados pelo México aos Estados Unidos, mas Trump impôs taxas a setores importantes, como o siderúrgico, o de alumínio e o automotivo, desde que voltou ao poder.

"Ele está buscando uma maneira de reduzir o déficit", que chegou a 197 bilhões de dólares (cerca de 1 trilhão de reais) em 2025, afirmou Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária. "Esperamos chegar a um acordo" para conseguir "pelo menos uma redução das tarifas que temos neste momento".

"Estamos nessas conversas", acrescentou. "Conversei com o presidente Trump 22 vezes desde que assumimos o governo. Em alguns casos, tornamos as conversas públicas porque chegamos a um acordo e, em outros, são diálogos para avançar nos temas que estamos tratando", explicou.

As negociações ocorrem em meio às pressões de Trump para que o México intensifique o combate ao narcotráfico e à migração irregular na fronteira comum.

A Casa Branca enviou nesta semana um relatório ao Congresso no qual afirma que o México deve fazer "muito mais" para combater os cartéis e conter o fluxo de drogas para os Estados Unidos.

Trump ameaçou aumentar as tarifas contra o país vizinho e chegou a afirmar que estaria disposto a agir diretamente com o uso da força.

Sheinbaum, que rejeita a presença de forças americanas em seu território, afirmou que a segurança não esteve na pauta desta última conversa com Trump. "Houve outras ocasiões em que falamos sobre o tema", indicou.

"Há avanços" nas negociações, "mas ainda não existe um acordo fechado e, evidentemente, estamos fazendo todo o possível no âmbito de nossa soberania, do respeito e do que é melhor para o México", acrescentou.

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