Menos migrantes e refugiados tentaram chegar à Europa por mar este ano, mas mais morreram tentando, alertou a ONU nesta quinta-feira (17).
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que 60 mil pessoas tentaram chegar à Europa de barco este ano, 39% a menos do que no mesmo período do ano passado.
Mas 2.292 morreram, em comparação com 1.999 em 2025.
"Quase todas as mortes e desaparecimentos no mar são evitáveis", disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, acrescentando que os números mostram que as pessoas estão empreendendo viagens cada vez mais perigosas.
"As consequências continuam muito tempo depois. Restos mortais permanecem sem identificação, deixando famílias em busca de sobreviventes além das fronteiras, muitas vezes por anos", acrescentou.
A maior queda nas chegadas foi na rota do Mediterrâneo central para a Itália, onde o número de 21.393 pessoas foi menos da metade do registrado no ano passado.
Essa rota, no entanto, foi a mais mortal, com o número de mortes subindo de 844 para 996.
A rota para a Espanha, através do Atlântico e do Mediterrâneo Ocidental, foi a segunda mais mortal, com 879 mortes.
A OIM alertou que esses números provavelmente estão subestimados, já que naufrágios e desaparecimentos frequentemente não são registrados.
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