A autoridade de gestão de desastres do Nepal informou, nesta quarta-feira (16), que elevou para 6.150 o número de pessoas desaparecidas, em uma importante revisão para cima do balanço de vítimas do deslizamento de terra de 26 de agosto.
O novo balanço acrescentou quase mil desaparecidos ao número de 5.179 divulgado na terça-feira.
"Estamos coletando informações sobre as pessoas desaparecidas junto aos escritórios distritais e revisamos os dados após a verificação", declarou à AFP a porta-voz da autoridade de desastres, Shanti Mahat.
O número de corpos recuperados chegou a 1.403, dos quais 105 foram identificados, segundo a agência de desastres.
Do outro lado da fronteira, na China, o balanço é de 43 mortos e 519 desaparecidos, segundo a imprensa estatal.
O balanço nos dois países após o colapso de uma geleira em uma montanha na fronteira entre Nepal e China é agora de 1.446 mortos e pelo menos 6.669 desaparecidos.
Entre os desaparecidos estão várias centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos.
A dimensão da inundação foi algo que as testemunhas jamais haviam visto, e o governo nepalês apontou diretamente para o grave impacto do aumento das temperaturas globais sobre as montanhas do Himalaia.
O Nepal, um país majoritariamente rural de 30 milhões de habitantes, responde por apenas uma fração das emissões globais de gases de efeito estufa em comparação com as nações industrializadas.
O primeiro-ministro Balendra Shah fará sua primeira viagem ao exterior como chefe de governo para discursar na próxima semana na Assembleia Geral da ONU sobre essa questão urgente.
O Nepal estima que o custo da reconstrução após as inundações mortais chegará a 4,78 bilhões de dólares (24,6 bilhões de reais).
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