Os preços do petróleo seguiram a tendência altista nesta terça-feira (15), devido às hostilidades entre os rebeldes houthis do Iêmen e a Arábia Saudita, enquanto o mercado acompanhava de perto a situação entre Ucrânia e Rússia.
O preço do barril do Brent do Mar do Norte para entrega em novembro subiu 2,90%, aos 108,75 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate, para entrega em outubro, disparou 4,38%, aos 105,83 dólares.
"O mercado petroleiro segue agitado" porque "a situação no Oriente Médio voltou a recrudescer", explica Barbara Lambrecht, analista do Commerzbank.
A Arábia Saudita prometeu nesta terça-feira responder com "firmeza" aos novos ataques dos houthis pró-iranianos do Iêmen.
O movimento houthi deu golpes importantes contra forças governamentais iemenitas e sauditas, com ataques a infraestruturas petroleiras do reino e o aumento do controle sobre o Estreito de Bab el Mandeb.
Essa passagem marítima liga a Europa à Ásia através do Mar Vermelho e se tornou essencial para Riade para a exportação de petróleo, pois a navegação pelo Estreito de Ormuz, do outro lado do Golfo, está bloqueada pelo Irã.
Paralelamente, o mercado seguia monitorando o conflito entre Rússia e Ucrânia. Um dia depois de arremeter contra Kiev por seus ataques contra refinarias de diesel russas, Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira, que Kiev e Moscou tinham se comprometido a não atacar mais as infraestruturas energéticas do adversário.
"Os russos têm trabalho pela frente para reparar suas infraestruturas danificadas (...) É claramente seu calcanhar de Aquiles", disse à AFP John Kilduff, analista da Again Capital.
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