A Rússia pediu, nesta terça-feira (15), que o espaço permaneça livre de armamentos, depois que a Força Espacial dos Estados Unidos confirmou que posicionou "armas de controle espacial em órbita" pela primeira vez.

"Acreditamos que o espaço deve estar livre de qualquer arma", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. "Contamos com um amplo consenso internacional para continuar trabalhando em prol da completa desmilitarização do espaço", acrescentou.

A China também fez um apelo nesta terça-feira ao governo dos Estados Unidos a "deixar de se preparar para a guerra" no espaço.

A Força Espacial dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira que havia colocado "armas de controle espacial em órbita capazes de defender (...) contra ações hostis de adversários". A agência não revelou detalhes.

Ao fazer o anúncio, a Força Espacial americana citou a China como uma ameaça. Pequim "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar", afirmou.

Também mencionou a Rússia, outro rival geopolítico, sobre a qual disse que "considera o espaço um domínio de combate e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em conflitos futuros".

Em 1967, as superpotências e outros países assinaram o Tratado do Espaço Sideral, que proíbe armas de destruição em massa em órbita.

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