O diretor do grupo francês de defesa e tecnologia Thales pediu, nesta segunda-feira (14), aos governos que assumam suas responsabilidades em matéria de regulamentação da inteligência artificial, enquanto vários líderes do setor soam o alarme diante de seu rápido crescimento.
"Existem meios, do ponto de vista técnico, para manter esse tipo de tecnologia sob controle, mas não é suficiente", declarou o diretor-geral da empresa, Patrice Caine, durante uma conferência tecnológica do grupo em Londres.
"Precisamos de marcos regulatórios, e isso claramente corresponde, em termos de responsabilidade, aos governos", acrescentou, lembrando que Thales vem pesquisando há décadas sobre a IA.
O medo em relação a uma IA fora de controle abalou, nesta segunda-feira, os mercados mundiais, após os apelos de vários dirigentes do setor para desacelerar o desenvolvimento desta tecnologia, em um contexto de alertas sobre os riscos que poderia representar para a humanidade.
O diretor da Anthropic, Dario Amodei, defendeu, no sábado (12), desacelerar o ritmo do desenvolvimento da IA, a fim de compreender melhor os riscos associados às suas novas capacidades.
Recebeu apoio público de seu homólogo na OpenAI, Sam Altman, assim como de Elon Musk.
A IA ocupa um lugar cada vez mais relevante nas atividades de defesa da Thales, à medida que os governos, especialmente britânico, atribuem uma importância crescente aos sistemas autônomos.
O grupo afirma que concentra seus esforços no desenvolvimento de "sistemas de IA confiáveis" e transparentes.
Patrice Caine considerou que a tarefa de garantir ao público que a IA "nunca se tornará (...) incontrolável" não deveria recair apenas sobre as empresas privadas; segundo ele, esta responsabilidade corresponde aos governos, responsáveis por estabelecer marcos regulatórios.
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