Um oficial militar aposentado de Uganda, ex-colaborador do chefe do exército do país, foi extraditado para os Estados Unidos sob a acusação de planejar o fornecimento de armas a cartéis de drogas mexicanos, informou o diretor do serviço penitenciário de Uganda à AFP neste sábado (12).

Katungi Michael Mpeirwe, tenente aposentado do exército ugandense, é acusado de conspirar para fornecer armas no valor aproximado de US$ 54 milhões (R$ 274,9 milhões) a gangues como o notório Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). 

Em julho, Washington anunciou a acusação formal contra ele, juntamente com outros três suspeitos: um búlgaro, um queniano e um tanzaniano.

Mpeirwe e os outros réus supostamente pretendiam fornecer metralhadoras, lançadores de foguetes e minas antipessoais. Segundo os promotores americanos, eles também buscavam fornecer aos cartéis mísseis terra-ar, drones e canhões antiaéreos.

O delegado-geral de prisões de Uganda, Johnson Byabashaija, disse à AFP que Mpeirwe "foi entregue às autoridades americanas". "Eles já o têm", acrescentou. 

Segundo uma fonte de segurança ugandense, Mpeirwe foi preso em 27 de junho em uma área nobre de Kampala, capital de Uganda, e levado a um tribunal dois dias depois. 

O Judiciário ugandense anunciou no final do mês passado que sua extradição era iminente.

As autoridades também disseram ter aprovado o pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos. 

Mpeirwe era um aliado próximo do chefe do exército de Uganda, Muhoozi Kainerugaba, filho do presidente Yoweri Museveni, que tem buscado consolidar seu poder nesse país do leste da África.

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