O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (12) que os rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã e que assumiram o controle de uma importante rota marítima que liga a Europa à Ásia, pediram a Washington que não intervenha no conflito iemenita.
"Tivemos discussões. Os houthis nos ligaram e não querem lutar contra nós", declarou Trump a jornalistas durante uma visita à Irlanda. "Eles não querem que vamos atrás deles", acrescentou.
Questionado durante sua reunião com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, o presidente americano disse ter conversado com o príncipe herdeiro e governante de fato da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, a quem qualificou como "amigo".
Trump estimou que "tudo vai correr maravilhosamente bem", apesar da intensificação das hostilidades na região.
Segundo o veículo digital americano Axios, Bin Salman ligou duas vezes para Trump na quinta-feira para pedir que os Estados Unidos atacassem os houthis, mas a ideia foi rejeitada por Washington.
A ofensiva dos houthis fez com que a vizinha Arábia Saudita, principal exportadora mundial de petróleo bruto e aliada das forças governamentais do Iêmen, ficasse encurralada entre duas frentes, já que o Estreito de Ormuz, do outro lado da península, permanece praticamente bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio.
Por este motivo, é imperativo para Riade que suas exportações de petróleo possam utilizar o mar Vermelho com segurança.
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