A inflação nos Estados Unidos permaneceu estável em agosto, a 3,4% em termos anuais, segundo dados oficiais publicados nesta sexta-feira (11).

Na comparação mês a mês, o índice de preços ao consumidor (IPC) subiu 0,4% em agosto, contra 0,1% entre junho e julho.

A publicação foi precedida por uma tensão incomum, porque, se o dado fosse considerado ruim, poderia levar o Federal Reserve (Fed, banco central americano) a elevar suas taxas de juros na próxima semana. A medida seria um duro golpe para o presidente Donald Trump a poucas semanas das eleições legislativas de meio de mandato. Um aumento das taxas encarece o acesso ao crédito.

O presidente, que ganhou fama como empresário do setor imobiliário, faz campanha incansavelmente por juros mais baixos, para baratear o crédito e estimular a economia.

Mas a guerra contra o Irã provocou uma alta da inflação nos Estados Unidos. E a paciência dos americanos está acabando, assim como a dos responsáveis pela política monetária, que precisam conter a alta dos preços a um ritmo em torno de 2%.

O início de setembro foi marcado por uma nova disparada dos preços nos postos de gasolina, em particular devido à retomada das hostilidades militares entre Washington e Teerã ao redor do estratégico Estreito de Ormuz.

O diesel, combustível de tratores e caminhões nos Estados Unidos, bateu um novo recorde nesta sexta-feira e ultrapassou a barreira simbólica de seis dólares (30 reais) por galão (3,8 litros), segundo dados da associação automobilística americana. 

No começo do ano, antes da guerra, custava em torno de 3,5 dólares (17 reais).

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