Em 2025, mais de 1.600 ataques foram perpetrados contra escolas em todo o mundo, um aumento de 33% em comparação com o ano anterior, informou a Unesco nesta quarta-feira (9) em um comunicado que expressa sua "profunda preocupação" e pede "maior proteção à educação".
Em 2025, as Nações Unidas registraram 1.680 ataques contra escolas, em comparação com 1.265 em 2024.
"A Unesco apela a todas as partes envolvidas em conflitos para que respeitem suas obrigações perante o direito internacional (...), para garantir que todos, em todos os lugares do mundo, possam aprender com segurança e dignidade", enfatizou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
A organização observa que "mobiliza seus parceiros" em "mais de 20 países afetados por conflitos e crises", o que se traduz, entre outras iniciativas, na "instalação de abrigos de proteção em escolas na Ucrânia", "apoio psicossocial para crianças deslocadas no Líbano" e "apoio a estudantes em Gaza para que possam continuar seus estudos por meio de espaços educacionais temporários e do Campus Virtual".
A Unesco contabiliza, na medida do possível, os ataques contra escolas perpetrados por países beligerantes ou grupos armados não estatais, mas não inclui na sua contagem ataques individuais, como os que ocorrem com armas de fogo ou facas, em países em paz.
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