O Irã acelerou neste ano o ritmo de construção em uma suposta área nuclear subterrânea, segundo uma análise de imagens de satélite divulgada por analistas americanos.

O local está profundamente enterrado na montanha Pickaxe, perto de Natanz (centro do Irã), onde os serviços de inteligência ocidentais suspeitam que o Irã está construindo uma instalação clandestina de enriquecimento de urânio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, em 21 de julho, lançar um ataque militar contra a montanha Pickaxe como parte de sua campanha para destruir o programa nuclear iraniano.

Analistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, revisaram imagens de satélite que abrangem seis anos, a mais recente de 9 de agosto.

"No conjunto, as imagens mostram mais atividade nas entradas da montanha Pickaxe em 2026 do que em qualquer outro momento da história do local", escreveram os analistas do CSIS.

"Há um claro aumento da atividade de construção em 2026, que corresponde à elevação e ao reforço dos acessos aos portais, ao asfaltamento da rede viária interna, ao reforço ao redor das áreas de acesso e ao nivelamento e remoção do material de escavação", acrescentaram.

Os analistas destacaram, no entanto, que não podem refutar nem corroborar uma suposta afirmação da inteligência israelense de que o Irã teria transferido centrífugas para a montanha Pickaxe.

Em julho, Trump declarou: "Vamos atacar esta área muito em breve, e com muita força", mas até o momento a ameaça não parece ter sido cumprida.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, solicitou informações sobre a montanha Pickaxe e acesso à instalação. O Irã supostamente nunca respondeu aos pedidos da agência, segundo o CSIS.

A fortificação enterrada em uma montanha de granito seria difícil de destruir mesmo com as munições não nucleares mais pesadas dos Estados Unidos, afirmaram os analistas.

A guerra entre Estados Unidos e Irã completou seis meses. Teerã executou novos ataques nesta quarta?feira contra alvos americanos no Oriente Médio em represália aos bombardeios das forças americanas contra petroleiros iranianos.

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