O balanço da epidemia de sarampo declarada em março em Bangladesh, uma das mais letais da história do país, ultrapassou nesta quarta-feira (9) a marca simbólica de 1.000 mortos, informaram as autoridades.

A epidemia evidenciou as deficiências do sistema de prevenção de doenças infantis, afetado pela desorganização dos serviços estatais após a queda da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina em 2024.

Segundo as estatísticas divulgadas pela Direção Geral de Serviços de Saúde, a doença provocou a morte de 1.002 crianças, de um total de 187.484 casos registrados.

O porta-voz da Direção Geral, Zahid Raihan, afirmou que mais de 18 milhões de crianças foram vacinadas nas campanhas de imunização de emergência lançadas pelo governo nos últimos meses.

"Infelizmente, não conseguimos alcançar a imunidade coletiva", lamentou Raihan. "O sarampo não pode ser erradicado e o objetivo era reduzir o número de vítimas. Vamos continuar vacinando nossos filhos", disse.

Segundo os serviços de saúde, quase 4 milhões de crianças não participaram das campanhas de vacinação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o sarampo uma das doenças mais contagiosas e calcula que provoque quase 95.000 mortes por ano, principalmente entre crianças menores de cinco anos não vacinadas.

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