Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (8) e se aproximaram da marca simbólica de US$ 100, após uma série de ataques de rebeldes do Iêmen à Arábia Saudita.
O barril do Brent para entrega em novembro subiu 0,95%, a US$ 97,92, e o do WTI para outubro avançou 1,69%, a US$ 93,03.
A Arábia Saudita é um exportador mundial importante de petróleo bruto, e suas vendas foram afetadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz devido à guerra no Oriente Médio.
Riade informou que os novos ataques causaram incêndios em várias instalações, o que resultou em uma "interrupção temporária de algumas operações".
No centro das hostilidades entre a Arábia Saudita e os rebeldes houthis está o estreito de Bab el-Mandeb, uma via comercial que liga a Ásia à Europa através do Mar Vermelho e do Canal de Suez, que atende às exportações de petróleo sauditas.
Uma nova "zona proibida" perto dessa passagem estratégica pode ser anunciada pelo Irã nos próximos dias, indicou ontem o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezai.
Mesmo que Teerã não consiga evitar a passagem de navios, "um endurecimento das restrições, um aumento do risco militar e um aumento do seguro poderiam reduzir a capacidade de exportação efetiva do Golfo", apontou Arne Rasmussen, analista da Global Risk Management.
Segundo o banco americano Goldman Sachs, a continuação do conflito pode levar o barril do Brent a ultrapassar a marca de US$ 120.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
pml-tmc/els/jco/cjc/cr/lb/mvv