O Canadá e 11 países europeus anunciaram, nesta terça-feira (8), a "intenção" de impor sanções ao comércio de bens com as "colônias ilegais" de Israel na Cisjordânia, em protesto contra a violência dos colonos contra os palestinos e a expansão desses assentamentos.
França, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Islândia, Noruega, Polônia, Portugal e Suécia confirmaram, em uma declaração conjunta, sua "intenção de impor" as sanções ou apoiar medidas europeias, dada a "rápida deterioração" da situação neste território palestino ocupado por Israel.
"As ações do governo israelense na Cisjordânia estão minando a possibilidade de uma solução de dois Estados", acrescentaram, referindo-se a um plano segundo o qual dois Estados, um israelense e um palestino, viveriam pacificamente lado a lado.
Na declaração, os 12 países explicaram que o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, "concordaram sobre a necessidade de tomar medidas para evitar que a situação se deteriore ainda mais".
Irlanda e Espanha já haviam tomado medidas contra o comércio com os assentamentos israelenses e, na ausência de uma decisão semelhante a nível da União Europeia, o maior parceiro comercial de Israel, outros países, como a França, decidiram agir em nível nacional.
"A França vai encerrar o comércio com as colônias israelenses na Palestina (...) porque a Cisjordânia está à beira de uma explosão", explicou o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, na rede X.
Seu homólogo britânico, Ed Miliband, acusou o governo israelense de "fazer vista grossa" para a "limpeza étnica" realizada pelos colonos na Cisjordânia.
"Posso anunciar hoje que implementaremos uma proibição da importação de produtos procedentes de assentamentos ilegais localizados nos territórios ocupados", acrescentou Miliband.
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