O novo governo pró-europeu da Hungria anunciou, nesta terça-feira (8), a expulsão de 10 diplomatas russos por "atividades inaceitáveis", em uma medida inédita desde 2018.

Sob a liderança do nacionalista Viktor Orbán, o país manteve posições pró-Rússia. Porém, em abril, Orbán perdeu as eleições e, desde então, o novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, estreitou seus laços com os parceiros da UE.

"Dez membros da representação russa realizaram na Hungria atividades que, de acordo com a Convenção de Viena, não são aceitáveis por parte de diplomatas", declarou a ministra das Relações Exteriores, Anita Orbán.

"Por isso, a parte húngara ordenou às pessoas envolvidas que deixem o território da Hungria", acrescentou.

A ministra não especificou a natureza das atividades que são atribuídas às pessoas. A Rússia prometeu uma resposta "severa e dolorosa".

O porta-voz da UE, Christian Wigand, ressaltou que se tratava de "uma reação esperada, levando em consideração a campanha persistente conduzida pela Rússia, que recorre a ataques híbridos contra a UE e seus Estados-membros".

Esta é a primeira expulsão de diplomatas russos anunciada oficialmente por Budapeste desde 2018. No entanto, o veículo de comunicação VSquare afirmou em maio, citando diversas fontes governamentais sob anonimato, que um diplomata russo suspeito de espionagem e sua esposa haviam sido expulsos discretamente alguns dias antes.

Após 2022, o país, membro da União Europeia, mas que manteve a proximidade com o Kremlin apesar da invasão russa da Ucrânia, não aderiu às expulsões em massa de diplomatas russos decididas por vários países europeus.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

ros-bg/oaa/mab/pc/fp/aa

compartilhe