Seis menores de idade morreram no último mês em bombardeios realizados pelo governo do direitista Abelardo de la Espriella, em meio à sua ofensiva contra grupos criminosos do país, informou a entidade forense.
Na quinta-feira, um juiz ordenou a De la Espriella que suspendesse temporariamente os bombardeios contra acampamentos guerrilheiros na região de Guaviare quando houver informações sobre a presença de menores recrutados.
Desde que tomou posse, há quase um mês, o presidente realizou três bombardeios que deixaram pelo menos 42 mortos na Amazônia e na fronteira com a Venezuela. Nos dois primeiros ataques, quatro menores morreram.
No último ataque aéreo, outros dois morreram, segundo um relatório da Medicina Legal publicado nesta sexta-feira (4).
Eles tinham 16 anos, disse à AFP uma fonte da entidade.
O último ataque contra a dissidência guerrilheira liderada por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, deixou 24 mortos e foi o mais letal desde 2015.
De la Espriella, que informa sobre o resultado das operações em vídeos chamativos com música de guerra, promete manter sua linha de mão dura contra os criminosos com a ajuda de seu aliado, os Estados Unidos.
"Até o mais profundo esconderijo chegaremos e acabaremos com eles", disse o presidente.
Nos últimos dias, ele recebeu críticas por seus vídeos nos quais aparece caminhando em meio a cadáveres envoltos em sacos plásticos brancos e ao lado da cúpula militar colombiana.
Ataques aéreos contra acampamentos guerrilheiros nos quais havia menores de idade também ocorreram nos governos colombianos anteriores.
No ano passado, foram registrados 428 casos de recrutamento de menores por grupos armados, segundo a Defensoria do Povo. Até 31 de julho deste ano, já são 97 casos.
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