O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (4) que enviaria Jared Kushner e Steve Witkoff a Moscou e Kiev com uma proposta para pôr fim à guerra na Ucrânia, que já dura quatro anos.

"Eles levam consigo uma proposta para acabar com a guerra", disse Trump aos jornalistas. "Nós os enviamos para ver se podemos conseguir alguma coisa, e pode haver uma boa chance de conseguirmos."

Trump não quis dizer se o plano envolvia que a Ucrânia cedesse território, como havia sugerido anteriormente, mas acrescentou: "Temos uma ideia para a paz."

Será a primeira vez que Kushner e Witkoff visitarão Kiev desde que Trump voltou à Presidência no ano passado com a promessa de pôr fim à guerra na Ucrânia.

Ambos os enviados americanos já visitaram Moscou anteriormente.

Trump declarou aos jornalistas que a culpa pela continuidade do conflito, iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia, é de um "problema de personalidade" de Vladimir Putin e de seu par ucraniano, Volodimir Zelensky.

Zelensky disse anteriormente que havia proposto observar um cessar-fogo com a Rússia enquanto os enviados americanos visitam Moscou e Kiev.

"Não haverá ataques aéreos de nossa parte, e a Rússia deve garantir reciprocamente um cessar-fogo - sem seus próprios ataques aéreos - durante o tempo necessário para realizar essas conversas", disse Zelensky em seu discurso noturno.

Trump, por sua vez, minimizou a decisão da Alemanha, no início desta semana, de responsabilizar a Rússia por uma tentativa de ataque com drones contra um aeroporto.

"Falo com ele. Conheço-o muito bem. Putin não está procurando atacar o território da Otan", disse Trump no Salão Oval quando um jornalista da AFP perguntou sobre a acusação alemã.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

aue-dk/jz/dg/am

compartilhe