Um dirigente do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen, gerou indignação na França, ao ameaçar "fechar a torneira" da ajuda à Ucrânia se chegarem ao poder após a eleição presidencial de 2027.
Consultado na quinta-feira pelo canal BFMTV sobre a possibilidade de interromper as ajudas a Kiev, o vice-presidente do RN, Louis Aliot, respondeu: "Fechamos a torneira".
"O sistema de saúde, o sistema educacional, o conjunto da economia, todo mundo está no limite [na França] e sem dinheiro para continuar financiando armas", declarou, considerando que era preciso "saber também parar uma guerra".
Estas declarações reacenderam as acusações recorrentes dos últimos anos sobre as posições consideradas favoráveis a Moscou de Marine Le Pen, que lidera as pesquisas do primeiro turno da eleição presidencial.
Indicado pelas pesquisas como seu principal rival no segundo turno, o candidato de centro-direita Édouard Philippe a acusou nesta sexta-feira (4) de ser um "apoio ao regime de Vladimir Putin".
"Fechar a torneira para a Ucrânia é servir à Rússia", declarou o ex-primeiro-ministro de Emmanuel Macron, considerando que enfraquecer Kiev "é ameaçar a segurança da Europa e da França".
Le Pen respondeu recordando que Philippe era primeiro-ministro quando Putin foi "recebido com grande pompa no Palácio de Versalhes e depois no Fort de Brégançon" em 2017.
A líder de extrema direita, que foi recebida no Kremlin naquele mesmo ano, lembrou que, "desde a agressão russa contra a Ucrânia", defende "uma grande conferência pela paz" para alcançar "uma solução diplomática" para o conflito.
O Reagrupamento Nacional "sempre preferirá Putin à resistência do povo ucraniano", declarou no X, por sua vez, Olivier Faure, dirigente do Partido Socialista e candidato nas primárias da esquerda.
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