O governo do México atribuiu, nesta sexta-feira (4), o recente ataque com carro-bomba contra uma delegacia a uma disputa entre os maiores cartéis do país.
A explosão ocorreu no domingo (30), em plena festa patronal de um povoado no estado de Zacatecas, uma região estratégica para o tráfico de drogas e que, desde julho, voltou a ser afetada pela violência.
"Uma das linhas de investigação situa o ataque no contexto da disputa mantida por células criminosas do Cartel Jalisco Nova Geração e do Cartel do Pacífico", disse o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, em coletiva de imprensa.
As autoridades costumam se referir ao Cartel de Sinaloa, fundado por Joaquín "El Chapo" Guzmán, como Cartel do Pacífico.
Esse "confronto entre células criminosas que buscam controlar rotas, territórios e atividades ilícitas (...) continua gerando esses episódios de violência e ataques contra as autoridades", acrescentou García Harfuch.
O carro-bomba continha 200 kg de material explosivo, detonado mediante um artefato improvisado, afirmou o responsável.
Onze pessoas ficaram feridas e dez residências sofreram danos graves, além da destruição na delegacia.
Três pessoas, entre eles o "principal responsável" pelo ataque, foram detidas, disse García Harfuch, que acompanhou a presidente Claudia Sheinbaum a Zacatecas para sua coletiva de imprensa diária.
Segundo números oficiais, a média diária de homicídios em Zacatecas baixou de 4,5 em 2021 para 0,2 desde o começo deste ano. No entanto, a descoberta de cinco corpos pendurados em uma ponte, em julho, acendeu o alerta e reavivou o medo na população.
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