O secretário de Estado americano, Marco Rubio, viajará à Colômbia, ao Equador e ao Peru entre 8 e 10 de setembro para "fortalecer alianças importantes dos Estados Unidos na região", informou o Departamento de Estado nesta sexta-feira (4).
O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, e o equatoriano, Daniel Noboa, são dois dos principais aliados de Washington na região, enquanto o governo da presidente peruana, Keiko Fujimori, anunciou na semana passada sua adesão à aliança de segurança Escudo das Américas, lançada por Donald Trump em março.
O objetivo da visita de Rubio é analisar a "cooperação reforçada em nossa luta conjunta contra o narcoterrorismo, que ameaça nosso hemisfério", assim como "os benefícios de relações comerciais mais profundas entre nossos países", explicou o comunicado.
A América Latina e o Caribe passaram por uma acentuada guinada à direita, que coincide com o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Vários países adotaram uma política de linha dura contra o crime organizado, com a construção de megapenitenciárias nos moldes de El Salvador para combater a criminalidade e a cooperação militar em fronteiras compartilhadas, como a da Colômbia com o Equador.
Quito e Bogotá já anunciaram operações conjuntas com Washington.
Os Estados Unidos lançaram uma campanha de ataques militares contra os cartéis de drogas que provocou apenas críticas moderadas de alguns governos, principalmente de países que não estão alinhados à agenda conservadora de Washington, como Brasil e México.
Ao mesmo tempo, o governo americano mantém sua política de pressão máxima sobre Cuba, intensificada após a captura do líder esquerdista venezuelano Nicolás Maduro, que durante anos foi o principal aliado de Havana na região.
O ultraconservador De la Espriella tem dois objetivos de curto prazo em sua relação com Washington: recuperar a certificação da Colômbia como parceira na luta antidrogas, perdida em setembro do ano passado, e retomar a agenda comercial com Trump, que transformou as tarifas em sua principal ferramenta de negociação.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, visitou Washington duas vezes desde o início do ano.
Trump reorientou a política comercial americana para a região, com a assinatura de acordos bilaterais de reciprocidade com países como Argentina e Equador.
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