A Coreia do Sul está avaliando oferecer uma "contribuição" para garantir a segurança da navegação no estratégico Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, informou nesta sexta-feira (4) a presidência do país asiático.
"A contribuição para o Estreito de Ormuz poderia ser administrada dentro de limites que não comprometam o estado de prontidão militar" da Coreia do Sul diante das ameaças às quais está exposta, declarou à imprensa um porta-voz da presidência, ao destacar que uma avaliação sobre o tema está em curso.
O canal de televisão sul-coreano JTBC afirmou na quinta-feira que o governo estava disposto a enviar recursos militares a Ormuz, mas os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores indicaram posteriormente que nenhuma decisão havia sido tomada.
O presidente Donald Trump anunciou em 16 de agosto que reduziria drasticamente a participação dos Estados Unidos nos exercícios militares conjuntos anuais com a Coreia do Sul, ao mencionar sua "relação muito boa" com o líder norte-coreano Kim Jong Un e ao considerar que as manobras enviavam "um sinal totalmente inadequado e hostil" a Pyongyang.
Ele também vinculou sua decisão à guerra no Golfo, desencadeada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
O governo dos Estados Unidos tenta convencer seus aliados a participarem militarmente da proteção do Estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, transitavam 20% dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.
Desde o início da guerra, o Irã ataca os navios que tentam atravessar a rota sem a autorização de Teerã, enquanto os Estados Unidos, por sua vez, impõem um bloqueio aos portos iranianos.
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