As tarifas de até 100% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma ampla gama de drones importados, assim como sobre seus componentes, entraram em vigor nesta quinta-feira (3).
Trump assinou em agosto uma ordem para estabelecer as tarifas, depois que a Casa Branca apontou uma "ameaça à segurança nacional representada pelas importações de drones e seus componentes".
A ordem também tem como objetivo reforçar as cadeias de suprimentos nacionais.
Os drones com peso de decolagem superior a 25 quilos, assim como aqueles com capacidades de imagem térmica e estações de acoplamento, enfrentam uma tarifa de 100%. Os menores estão sujeitos a um imposto de 25%.
Alguns componentes das aeronaves não tripuladas que "não são particularmente sensíveis" também serão submetidos a tarifas, mas estas só entrarão em vigor em 9 de fevereiro do próximo ano.
A China expressou oposição às tarifas pouco depois de Trump anunciar a medida. Pequim fez um apelo a Washington para desistir das taxas.
Um porta-voz do Ministério do Comércio chinês afirmou que as taxas "interromperão a cadeia de suprimentos global de drones e prejudicarão ainda mais um ambiente de mercado justo e competitivo".
A empresa chinesa DJI, fundada em 2006, conquistou mais de dois terços do mercado mundial de drones nos últimos anos, segundo vários estudos.
Desde 2022, no entanto, a DJI figura em uma lista americana de empresas chinesas vinculadas às Forças Armadas do país e enfrenta restrições no acesso à tecnologia dos Estados Unidos. A DJI contesta sua inclusão na lista.
Em uma nota oficial de dezembro de 2025, o governo americano destaca a necessidade de fabricar drones e seus componentes nos Estados Unidos.
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