Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (2), ainda abalados pela retomada das hostilidades no Oriente Médio e pela ausência de sinais de distensão.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em novembro, subiu 1,04%, para US$ 95,63. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, ganhou 0,63%, para US$ 91,01.
A alta dos preços "ocorreu com a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã neste fim de semana, após uma trégua de um mês. Desde então, numerosos ataques de represália têm se sucedido", afirma David Morrison, analista da Trade Nation.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira estar disposto a atacar novamente o Irã "a qualquer momento", um dia depois de um ataque contra instalações iranianas.
A atenção dos investidores continua concentrada no estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica que o presidente americano propôs rebatizar como "estreito Trump".
Segundo declarações divulgadas pela agência oficial de notícias Xinhua, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que Pequim está disposta a ajudar os países do Oriente Médio a "garantir a segurança" da navegação na região.
Isso permitiu atenuar, em certa medida, as tensões no mercado petrolífero, que, por outro lado, continua sem ter clareza sobre o volume real de hidrocarbonetos exportados a partir do Golfo.
O secretário de Energia americano, Chris Wright, declarou à emissora americana CNBC que mais de 17 milhões de barris de petróleo transitaram por Ormuz na segunda-feira, uma cifra próxima à registrada antes da guerra.
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