O diretor executivo da Nvidia instou os ministros do G20, nesta quarta-feira (2), a construir mais centros de dados para apoiar a revolução da inteligência artificial (IA), e advertiu que os líderes que insistem nos perigos desta tecnologia correm o risco de deixar seus países defasados.
Jensen Huang fez este apelo no segundo dia de uma reunião do G20 na Carolina do Norte, onde o governo do presidente Donald Trump reuniu altos executivos de IA para apresentar sua visão a ministros das principais economias do mundo.
"No fim das contas, o que cada país terá de reconhecer é que a IA é infraestrutura, da mesma forma que são a água, as rodovias, a eletricidade, a internet", disse Huang.
A Nvidia é a empresa-chave por trás do boom da IA generativa, tornando-se a companhia de capital aberto mais valiosa do mundo.
Huang rejeitou a ideia de que a IA representa uma ameaça ao emprego, um dos temores da oposição pública a esta tecnologia.
"A ideia de que, de alguma forma, todos os empregos serão eliminados ou desaparecerão (...) é simplesmente um absurdo", afirmou o CEO aos ministros de tecnologia do G20. O trabalho será redefinido, em vez de desaparecer, argumentou.
"As tarefas serão automatizadas, mas o propósito dos nossos trabalhos permanece", afirmou, acrescentando que os países sairão prejudicados se seus líderes "falarem sobre a tecnologia com medo".
"O pior resultado é que você não tire proveito dela, que fique para trás. Esse é, de longe, o pior desfecho", declarou.
Huang também instou os governos a não exagerarem na regulamentação da tecnologia, repetindo comentários semelhantes feitos por Elon Musk um dia antes.
A reunião ocorreu em meio a uma crescente reação contra a construção de centros de dados de IA nos Estados Unidos, uma questão que ganhou peso político às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.
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