O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e seu homólogo, Xi Jinping, concordaram nesta quarta-feira (2) em expandir o investimento chinês na Zona Econômica do Canal de Suez. 

O governo de Pequim busca fortalecer seus laços com o Cairo em meio à guerra comercial em curso entre os Estados Unidos e o Irã. 

Em sua primeira visita ao Egito em uma década, Xi foi recebido por Al-Sisi com uma salva de 21 tiros de canhão no opulento palácio presidencial de Ittihadiya, na capital egípcia. 

A Presidência egípcia indicou que os dois países, membros do grupo Brics de economias emergentes, assinaram um acordo para lançar a terceira fase da zona industrial conjunta egípcio-chinesa, que, segundo as autoridades, já abriga 200 empresas e investimentos avaliados em aproximadamente US$ 4 bilhões (R$ 20,6 bilhões). 

Os novos investimentos, cujos valores o Egito não divulgou, conferem a Pequim uma presença ainda maior na Zona do Canal de Suez. A China busca expandir sua influência na região, enquanto a guerra comercial entre EUA e Irã continua ameaçando o comércio marítimo global. 

As conversas também abordaram o conflito entre EUA e Irã, que já dura seis meses, com ambos os presidentes instando a busca por "soluções diplomáticas" para alcançar um "acordo abrangente para pôr fim à guerra", de acordo com um comunicado do porta-voz de Al-Sisi.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

burs-bha/jsa/pc/ahg/aa/fp

compartilhe