A empresa americana Chevron anunciou nesta quarta-feira (2) acordos que permitirão dobrar sua produção na Venezuela nos próximos cinco anos, poucas horas antes de o secretário de Energia, Chris Wright, concluir em Caracas o pacto que cede a Washington 20% das reservas do país sul-americano.

Os acordos preveem novas concessões na Faixa do Orinoco e termos legais, fiscais e comerciais atualizados, informou a empresa em um comunicado. Graças a isso, será possível "investir mais de 7 bilhões de dólares nos próximos cinco anos e mais que dobrar a produção, para quase 600 mil barris diários, em comparação com 2026".

A Chevron possui três empresas conjuntas na Venezuela. Com os acordos, uma delas, a Petroindependencia, na qual possui participação de 49%, obteve licença para explorar outros dois campos de petróleo, Carabobo 1 e Carabobo 2 Sur-A.

As duas reservas "fortalecem ainda mais a crescente carteira da Chevron na Venezuela", destaca o comunicado da empresa, que  continuou operando no país sob a presidência de Nicolás Maduro, capturado em Caracas em uma operação militar americana em 3 de janeiro.

"O portfólio reforça o fornecimento de petróleo e cria um valor de longo prazo diferenciado", ressaltou Mike Wirth, CEO da Chevron, citado no texto.

O anúncio aconteceu poucas horas antes de o secretário de Energia dos Estados Unidos concluir com o governo da presidente interina Delcy Rodríguez, em Caracas, o histórico acordo que cede a Washington a exploração de 65 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a 20% das reservas venezuelanas. 

No comunicado, o CEO da Chevron agradece ao secretário Wright "por ajudar a facilitar as condições para um maior investimento e um crescimento mais robusto" das operações na Venezuela.

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