O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá nesta terça-feira (1º) com representantes do setor de refino de petróleo em meio à guerra com o Irã e após anunciar um acordo para assumir o controle de parte das reservas de petróleo da Venezuela, informou a Casa Branca.
Os preços dos combustíveis nos Estados Unidos continuam sob pressão diante dos repetidos incidentes militares com o Irã e da situação incerta no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para cerca de um quinto da produção mundial de petróleo.
Na sexta-feira, Trump anunciou um acordo que prevê uma enorme participação americana nas reservas de petróleo da Venezuela, cujo então presidente, Nicolás Maduro, foi deposto por forças dos Estados Unidos em janeiro.
Os republicanos temem ser penalizados pelos eleitores nas cruciais eleições legislativas de meio de mandato, em novembro, após a alta dos preços da gasolina elevar drasticamente o custo de vida.
"O presidente se reunirá com líderes do setor para discutir as melhores formas de aumentar a capacidade de refino, ampliar ainda mais o domínio energético americano em toda a cadeia de abastecimento e reduzir os preços para o povo americano", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, em comunicado enviado à AFP nesta segunda-feira (31).
As conversas são "especialmente oportunas agora que aumentamos o fluxo de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas", afirmou separadamente um funcionário da Casa Branca.
A Casa Branca não divulgou a lista das empresas que participarão da reunião, mas informou que estarão presentes "pequenas, médias e grandes refinarias e distribuidoras".
Trump afirmou na sexta-feira que o acordo, que classificou como o maior da história, dará aos Estados Unidos o controle majoritário de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo venezuelano.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. O governo de Delcy Rodríguez atua sob forte pressão e estreita vigilância do governo Trump desde que os Estados Unidos derrubaram e capturaram Maduro, que governava o país havia anos.
Trump espera que o petróleo venezuelano ajude a compensar as perturbações no fornecimento mundial de petróleo provocadas pela guerra contra o Irã, lançada há seis meses pelos Estados Unidos e Israel.
Estados Unidos e Irã trocaram ataques no domingo pela primeira vez em um mês, em meio ao impasse no conflito.
O Irã afirma manter fechado o estratégico Estreito de Ormuz, algo que Trump nega reiteradamente. O presidente americano, por sua vez, afirma que os Estados Unidos impõem um bloqueio naval total ao Irã em resposta.
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