A República Democrática do Congo (RDC) registrou mais de 6 mil casos de ebola e quase 3 mil mortes na epidemia mais grave da história do país africano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31).
A RDC declarou em meados de maio sua 17ª epidemia de ebola, que em apenas três meses se tornou a mais mortal já registrada no país, superando o surto que atingiu o leste congolês entre 2018 e 2020.
O surto começou na província de Ituri, no nordeste, e é provocado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existe vacina nem tratamento específico aprovados.
A epidemia se espalhou rapidamente por seis províncias do norte e do leste do país, onde a presença do Estado é frágil e grupos armados estão em atividade.
Desde o início do surto, foram registrados 6.041 casos confirmados, com 2.911 mortes e 1.366 pessoas recuperadas, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelas autoridades de saúde.
Em sua fase inicial, o vírus Bundibugyo provoca sintomas aparentemente leves, o que pode atrasar sua detecção, segundo as autoridades sanitárias.
Vários tratamentos e vacinas contra essa cepa ainda pouco conhecida estão em fase de testes. Até agora, a cepa Zaire havia sido responsável pela maioria dos surtos na RDC.
Enquanto uma vacina específica não é desenvolvida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a realização de um ensaio clínico de fase 3 com a Ervebo, vacina aprovada contra a cepa Zaire.
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