O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos se recusou a credenciar vários jornalistas de grandes veículos de comunicação para cobrir a reunião de ministros do G20 nesta semana, na Carolina do Norte, informaram várias organizações de imprensa no fim de semana.

Os Estados Unidos ocupam a presidência do G20 este ano e o Departamento do Tesouro é responsável pelo acesso aos encontros, que reunirão na segunda e na terça-feira ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias do planeta.

Porém, em uma medida incomum, jornalistas do The New York Times, da Bloomberg News e do The Wall Street Journal não foram credenciados.

A Bloomberg News afirmou no domingo que seus repórteres nos Estados Unidos, na França, na Itália, no Japão e na China não tiveram acesso, e que o Tesouro não explicou o motivo da rejeição de vários pedidos de credenciamento.

Negar acesso à reunião "mina a liberdade de imprensa e a responsabilidade pública", disse um porta-voz da Bloomberg News.

O jornal New York Times informou no sábado que seu repórter de política econômica foi excluído, mas o chefe do escritório em Berlim foi credenciado. Um porta-voz do NYT disse que a recusa "não é apenas mais um esforço perturbador do governo de atacar o jornalismo independente, mas uma tentativa descarada de evitar o escrutínio público".

Um porta-voz do Departamento do Tesouro disse que a reunião teria a presença de quase 300 representantes da imprensa de mais de 10 países. A cobertura não deveria priorizar "cliques, interações ou o sensacionalismo", afirmou a fonte.

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