A confiança dos consumidores nos Estados Unidos caiu em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28), refletindo as preocupações com a inflação persistente, à medida que a guerra no Oriente Médio pesa sobre a maior economia do mundo.

O índice da Universidade de Michigan ficou em 51,7 pontos em agosto, com uma ligeira revisão para cima em relação aos 51 pontos de uma leitura preliminar. Isso representou um recuo em relação aos 55,2 pontos registrados na leitura de julho.

"A confiança do consumidor confirmou sua leitura do início do mês e caiu cerca de 6% em relação ao mês passado", disse Joanne Hsu, diretora da pesquisa.

Isso representa uma queda de 11% em relação a um ano atrás, com o pessimismo alimentado pela "preocupação constante de que a inflação continuará elevada no futuro próximo", acrescentou.

Os preços mundiais da energia dispararam depois que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã no fim de fevereiro.

Teerã atacou os aliados de Washington no Golfo e paralisou o estreito de Ormuz.

"A queda na confiança em agosto foi observada em todos os grupos políticos e foi particularmente acentuada entre os republicanos", constatou a pesquisa da Universidade de Michigan.

O resultado ocorre a meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro, decisivas para o Partido Republicano do presidente Donald Trump.

Os dados da pesquisa mostraram que os consumidores mais velhos, juntamente com os grupos de renda baixa e média, registraram uma queda mais acentuada na confiança.

"Com a persistente incerteza política, incluindo o conflito no Irã, os consumidores preveem novos aumentos nos preços da gasolina tanto no curto quanto no longo prazo", disse Hsu.

Embora as expectativas de inflação anual tenham recuado ligeiramente para 4,0%, ante 4,2% em julho, os índices atuais ainda estão acima dos níveis anteriores à guerra.

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