O Exército israelense afirmou que atacou "vários terroristas" nesta sexta-feira (28) na região de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada, em um raro bombardeio aéreo nesse território palestino.

"Há pouco, as FDI [Forças de Defesa de Israel] realizaram um bombardeio de precisão contra vários terroristas na região de Jenin", informou o Exército em um breve comunicado.

A Cisjordânia, sede da Autoridade Palestina, registra um forte aumento da violência cometida por colonos israelenses. O território, no entanto, não costuma ser alvo de ataques aéreos do Exército israelense, que bombardeia a Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023.

No início de 2025, o Exército lançou uma ampla operação contra os campos de refugiados do norte da Cisjordânia que, segundo as forças israelenses, tinha como objetivo combater grupos armados palestinos.

Em fevereiro daquele ano, Israel mobilizou tanques em Jenin, conhecida como um foco da militância palestina.

A operação em larga escala provocou o deslocamento de quase 40.000 pessoas dos campos, segundo a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

Desde o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, lançado a partir da Faixa de Gaza, ao menos 1.100 palestinos da Cisjordânia, entre eles vários combatentes armados, foram mortos por soldados ou colonos israelenses, segundo um levantamento da AFP baseado em dados da Autoridade Palestina.

Dados oficiais israelenses mostram que ao menos 48 israelenses — civis e soldados — foram mortos em ataques palestinos ou durante operações militares israelenses no mesmo período.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967.

Os Acordos de Oslo, assinados na década de 1990, concederam autonomia limitada à Autoridade Palestina, cujo movimento governista, o Fatah, é rival do Hamas.

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