Gigantes da moda 'ultra fast fashion' como Shein e Temu terão que pagar uma multa de 9 euros (R$ 54) por calça jeans vendida na França a partir de 1º de setembro, anunciou o governo nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial.
O Parlamento francês aprovou no fim de junho uma lei para conter o avanço da moda 'ultra fast fashion' devido a seu impacto ambiental, especialmente a de empresas asiáticas, mas que preserva companhias europeias e francesas, como Zara e Kiabi.
O Ministério da Transição Ecológica da França publicou nesta sexta-feira uma portaria que estabelece as condições para a aplicação das penalidades financeiras, com base na pontuação ambiental de cada produto.
As multas serão aplicadas de forma progressiva e chegarão a até 19,50 euros (R$ 117) por peça em 2030, com um limite de 50% do preço antes dos impostos.
Em 2026 e 2027, por exemplo, as empresas afetadas pagarão 0,50 euro (R$ 3) por cada cueca boxer ou par de meias cuja pontuação fique abaixo do limite estabelecido, 2 euros (R$ 12) por uma camiseta, 9 euros (R$ 54) por uma calça jeans e 12 euros (R$ 72) por um casaco.
A França se torna "pioneira na Europa" com este instrumento para "combater um modelo baseado em fazer uma peça de roupa passar, em tempo recorde, das prateleiras de uma loja para a lixeira de sua casa", destacou o ministro delegado da Transição Ecológica, Mathieu Lefèvre, na rede social X.
Seu gabinete informou em julho que os valores arrecadados com as multas gerarão recursos "mais do que suficientes" para financiar as bonificações previstas para as empresas com melhor desempenho ambiental, sem detalhar os montantes estimados.
Por enquanto, não se sabe como a aplicação da lei afetará os preços pagos pelos consumidores na França.
No fim de julho, a China ameaçou adotar possíveis represálias contra a lei, que classificou como "discriminatória" e contrária aos princípios comerciais.
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