As autoridades de Kherson, no sul da Ucrânia, pediram que os moradores deixem a cidade diante do risco crescente dos bombardeios russos, que vêm se intensificando e podem deixar a região sem eletricidade e aquecimento por um período prolongado.
"Dirijo-me mais uma vez aos moradores de Kherson, especialmente às famílias com crianças e aos idosos: se tiverem a possibilidade (...), vão embora, por favor", declarou no Telegram o governador regional, Oleksandr Prokudin.
O governador afirmou que a situação em Kherson é "extremamente difícil". Antes do início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a cidade tinha cerca de 280 mil habitantes.
"Na noite passada, as forças russas voltaram a atacar a central de aquecimento urbano de Kherson com bombas planadoras. (...) A instalação sofreu danos muito graves", acrescentou Prokudin.
Segundo o governador, a Rússia intensificou os ataques na região, especialmente com drones a jato e bombas aéreas guiadas.
"Atualmente, não existe nenhum meio para destruir esses tipos de drones nem as bombas aéreas guiadas em qualquer região do nosso país", afirmou.
Rússia e Ucrânia vêm ampliando há vários meses seus ataques de longo alcance, cada vez mais direcionados contra infraestruturas civis, como centros logísticos e instalações petrolíferas e portuárias.
A cidade de Kherson ficou sob controle russo de março a novembro de 2022. As forças russas, atualmente posicionadas na margem oposta do rio Dnipro, que margeia a cidade, realizam bombardeios frequentes contra a região.
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