A Guiné Equatorial permitirá que os cubanos expulsos ao seu território pelos Estados Unidos solicitem asilo, anunciou na segunda-feira o vice-presidente do país, Teodoro Nguema Obiang Mangue, após a chegada de vários cidadãos da ilha caribenha.

Em 20 de agosto, as autoridades americanas expulsaram quatro cubanos, um brasileiro e cerca de dez cidadãos de países africanos à Guiné Equatorial, confirmou à AFP nesta quinta-feira (27) um advogado próximo ao caso. 

Em uma publicação na rede social X, o vice-presidente anunciou que os cubanos enviados no âmbito do acordo migratório com os EUA terão "a possibilidade de solicitar proteção" no país. 

"Estas pessoas estão em nosso país e gozam de boa saúde. Quero deixar claro que serão tratadas com respeito e dignidade", afirmou. 

Cuba e Guiné Equatorial, duas ex-colônias espanholas, mantêm "estreitos laços de amizade e cooperação", ressaltou o vice-presidente.

No entanto, diversas fontes afirmam que as autoridades guineanas intensificam a pressão sobre eles para que retornem aos seus países de origem. Alguns relatam sofrer agressões verbais e físicas por parte de agentes policiais, denúncias que um de seus advogados confirmou à AFP.

Desde novembro de 2025, Washington expulsou pelo menos 60 pessoas, a maioria africanas, para a Guiné Equatorial. Cerca de 40 continuam retidas em um hotel, enquanto as demais foram enviadas pelas autoridades do país africano a suas nações de origem ou a outros Estados.

Este país petrolífero da África Central se tornou um ponto-chave da política migratória promovida pelo presidente americano, Donald Trump, que transfere determinados migrantes a "terceiros países" quando não é possível deportá-los legalmente para seus países de origem. 

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