A gigante americana dos semicondutores Nvidia voltou a superar as expectativas no segundo trimestre de seu exercício fiscal. O diretor-executivo da empresa, Jensen Huang, afirmou que a demanda, impulsionada pela inteligência artificial (IA), continua crescendo.
A empresa de maior valor de mercado do mundo registrou lucro líquido de US$ 59,7 bilhões (R$ 307,5 bilhões), mais que o dobro do obtido no mesmo período do ano anterior (+126%), segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (26) após o fechamento do mercado.
O lucro por ação, indicador de referência para os investidores, foi de US$ 2,22 (R$ 11,44), significativamente acima dos US$ 2,09 (R$ 10,77) projetados pelos analistas consultados pela FactSet. Já a receita da empresa atingiu US$ 96,2 bilhões e foi 106% maior do que no ano anterior.
No pós-fechamento, a ação da Nvidia avançava 4%. "A IA atingiu seu ponto de inflexão. Está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e rentáveis", disse Huang, que tenta dissipar algumas reservas, principalmente entre as empresas, sobre o interesse econômico da IA. "A demanda está acelerando. A expansão da infraestrutura de IA avança a todo vapor", afirmou.
A Nvidia informou aos investidores que espera uma receita de cerca de US$ 108 bilhões no trimestre atual, muito acima das previsões de Wall Street, um sinal de que não prevê uma desaceleração a curto prazo nos gastos com IA.
A gigante dos semicondutores também projetou um crescimento de receita de cerca de 70% para o próximo ano fiscal, que começa em janeiro, e ressaltou que as vendas estão sendo limitadas por restrições de oferta, mais do que por falta de demanda.
- Arrependimento -
Analistas preveem que os gastos de toda a indústria com centros de dados e infraestrutura de IA superem US$ 1 trilhão. Essa bonança histórica leva cada vez mais a Nvidia a financiar a expansão da IA por meio de investimentos em empresas emergentes.
A gigante dos semicondutores enfrenta um escrutínio crescente em relação ao financiamento circular por meio de investimentos em seus próprios clientes emergentes, ajudando-as a pagar pelos produtos da Nvidia. A diretora financeira da empresa, Colette Kress, falou sobre as críticas durante a teleconferência sobre os resultados financeiros.
"Reconhecemos a magnitude desse apoio e sabemos que alguns o chamarão de financiamento circular. Nós o vemos de outra forma. Estamos passando por uma grande mudança de plataforma de computação, a criação de uma das tecnologias mais importantes da história da humanidade, e essas são empresas que surgem apenas uma vez a cada geração. Meu único arrependimento é não ter investido mais e antes", disse Colette.
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