O governo dos Estados Unidos expressou nesta quarta-feira (26) "sérias preocupações" com a condenação na China de um artista de destaque cuja obra tem sido crítica de Mao Tsé-Tung.
Gao Zhen foi sentenciado a três anos de prisão, segundo o grupo Defensores dos Direitos Humanos da China (CHRD), com sede nos Estados Unidos, que informou no ano passado que o artista foi acusado de "insultar heróis e mártires".
O artista, que se mudou para os Estados Unidos em 2022, foi detido em seu ateliê nos arredores de Pequim durante uma visita à China em agosto de 2024.
"Temos sérias preocupações em relação ao caso contra Gao Zhen, sobre o qual salientamos que está relacionado a ações supostamente cometidas anos antes da promulgação da lei em virtude da qual ele foi condenado", disse um porta-voz do Departamento de Estado.
Diplomatas da embaixada dos EUA em Pequim e "várias outras missões diplomáticas" tentaram assistir à leitura da sentença de Gao na terça-feira, mas as autoridades do tribunal impediram sua presença, afirmou o porta-voz.
Gao Zhen, de 70 anos, e seu irmão Gao Qiang ganharam fama no início dos anos 2000 por obras de arte que abordam temas políticos sensíveis como a Revolução Cultural, os protestos na Praça Tiananmen e o legado de Mao, que governou a China de 1949 até sua morte em 1976.
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