A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, nesta quarta-feira (26), ter chegado a um acordo com Omã para compartilhar a receita das taxas de trânsito no Estreito de Ormuz.
"Durante as negociações com Omã, alguns acordos foram firmados sobre qual parte das águas do estreito pertence a cada país e qual parte da receita pertence ao Irã e a Omã", disse o porta-voz da Guarda, Hossein Mohebi.
O porta-voz acusou os Estados Unidos de "obstruir" os esforços para chegar a um acordo nas negociações entre Irã e Omã, os dois países que fazem fronteira com o Estreito de Ormuz.
Os esforços para encerrar definitivamente a guerra entre Irã e Estados Unidos estão paralisados, e um ponto crucial de discórdia é a exigência de Teerã de cobrar pedágio dos navios pela passagem pelo Estreito de Ormuz, uma exigência rejeitada categoricamente por Washington.
Irã e Omã discutem há semanas o futuro da navegação nessa rota marítima, e Teerã afirma que as coordenadas geográficas de uma rota planejada foram "acordadas" por ambos os países.
As autoridades iranianas, no entanto, insistiram que o estreito não será totalmente reaberto até que os Estados Unidos atendam às exigências de Teerã, que incluem o levantamento do bloqueio naval, a retirada das sanções e o descongelamento dos ativos iranianos no exterior.
Os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã se reuniram na terça-feira em Teerã e discutiram o estabelecimento de um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz e um acordo para iniciar a desminagem dessa importante passagem marítima.
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