A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), a japonesa Tomoko Akane, afirmou nesta quarta-feira (26) que não recuará mesmo que as sanções americanas contra ela sejam estendidas à própria instituição.
Os Estados Unidos anunciaram sanções na semana passada contra Akane e o vice-procurador do TPI, o senegalês Abdoulaye Seye, como parte de sua campanha contra a instituição, que acusam de ser "politizada".
Essas sanções proíbem os magistrados de entrar em território americano e bloqueiam quaisquer transações imobiliárias ou financeiras com eles nos Estados Unidos.
Falando remotamente a repórteres em Tóquio, Akane disse que, por ora, as sanções contra ela resultaram no bloqueio de seus cartões de crédito, mas prometeu manter-se firme.
"Mesmo que adicionem sanções contra o próprio TPI, não recuaremos", afirmou.
As declarações de Akane surgem um dia depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter negado que o seu governo estivesse demonstrando "fraqueza" ao classificar as sanções dos EUA como simplesmente "muito lamentáveis", uma formulação considerada ligeiramente mais moderada do que o habitual "extremamente lamentáveis".
"Como principais contribuintes para o financiamento do TPI, devemos proteger uma organização de tamanha importância", disse Takaichi a jornalistas nesta quarta-feira, acrescentando que seu país "se comprometerá quando e onde for necessário".
A União Europeia e o Japão já manifestaram seu apoio à presidente do TPI na semana passada.
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