O presidente Rodrigo Paz nomeou na terça-feira (25) um novo ministro da Economia, em meio a um profundo mal-estar social provocado pela pior crise em quatro décadas.

O mandatário de centro-direita, no poder desde novembro, designou o economista Christian Morales como sucessor de José Gabriel Espinoza, destituído na sexta-feira, após ser censurado pelo Congresso por não comparecer a uma audiência. O então ministro alegou que estava cumprindo outras tarefas oficiais.

Paz pediu ao novo ministro que priorize "várias negociações com instituições multilaterais", como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Corporação Andina de Fomento, para obter "entre 7 e 10 bilhões de dólares", destinados a investimentos.

O presidente tenta abrir a economia após duas décadas de governos de esquerda que privilegiaram o modelo estatista. A Bolívia esgotou suas reservas internacionais de dólares para financiar uma política de subsídios aos combustíveis, uma marca dos governos socialistas, que Paz eliminou no fim de 2025.

Embora entre novembro e julho a inflação tenha registrado queda de 21% para 5% em termos anuais, o país ainda enfrenta um câmbio valorizado, uma economia estagnada e uma falta crônica de combustíveis. Vários setores protestaram e bloquearam rodovias para pedir soluções para a crise.

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jac/vel/fp 

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