Belgrado apresentou nesta segunda-feira (24) um novo pedido à Justiça internacional para a libertação do criminoso de guerra sérvio-bósnio Ratko Mladic, que está gravemente doente, segundo sua família.
Em 2017, o ex-comandante, 84, foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional à prisão perpétua por genocídio e crimes de guerra ocorridos durante o conflito na Bósnia na década de 1990.
A família já havia tentado conseguir a libertação de Mladic, alegando que ele havia sofrido um derrame em abril e estava gravemente doente. Em maio, o Mecanismo Residual Internacional para os Tribunais Penais, que pertence ao Conselho de Segurança da ONU, negou o pedido e declarou que Mladic recebia um atendimento médico adequado na prisão.
No novo pedido feito ao tribunal, o ministro da Justiça da Sérvia, Nenad Vujic, solicitou a transferência de Mladic, conhecido como "açougueiro da Bósnia", para um hospital militar de Belgrado, segundo um comunicado.
"Esse é um assassinato silencioso do meu pai", denunciou na semana passada o filho de Mladic, Darko, que afirmou que os médicos da prisão "suspenderam totalmente o tratamento".
O ex-comandante, que foi preso na Sérvia em 2011, teve sua sentença confirmada em apelação em 2021. Uma associação de mães que perderam seus filhos em Srebrenica chamou os pedidos de libertação de Mladic de "provocações" e disse que isso seria "uma injustiça enorme".
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